Nenhum outro jogador representou tanto a personificação da alta nobreza do futebol inglês quanto Sir Bobby Charlton. Sobrevivente da tragédia de Munique, que matou grande parte do elenco do Manchester United, Charlton teve uma história surpreendente e emocionante, se recuperando dos ferimentos e abalos psicológicos para conduzir seu clube e o país as maiores vitórias do futebol. Esse lord inglês retratou o autentico espirito triunfante britânico, com cavalheirismo nas atitudes e uma genialidade especial nos gramados.
 
 
Nascido dia 11 de outubro de 1937, em Ashington, nos subúrbios de Newcastle, região central mineradora do Nordeste da Inglaterra, sua vida foi sempre propensa ao futebol. Charlton cresceu num lugar ao qual os homens, desde cedo, impulsionavam grande paixão pelo esporte criado por ingleses. Era isso ou a vida dura do trabalho nas Minas de carvão ou nas docas. Esse era o destino dos jovens daquela cidade após a Guerra.

Destino traçado na própria genealogia familiar, principalmente de sua mãe Cissie Charlton, que adorava futebol, Charlton tinha uma família ao qual todos os seus tios jogavam futebol (Jack, George, Jim, Stan), o mais famoso era o avançado Jack Milburn, do Newcastle. Apesar do menino idolatrar o Newcastle, não se contentava, e sempre que podia deslocava-se para ver os treinos do seu grande ídolo: Stanley Mathews. Tentava também no estádio acompanhar de perto as partidas do gênio inglês, observando como desequilibrava defensores e movimentava-se em campo, saindo fascinado pelas jogadas. Os olhares atentos também se inclinavam para os gols de Tom Finney e Natt Loufthouse,  admirava aqueles estilos de arrematar a bola. Após deslumbrar os ídolos, o garoto tentava imita-los nos campos das ruas da cidade e da escola. Foi nesse cenário, que a mentalidade de Bobby Charlton foi construída e desenvolvida para formar o gênio que seria.


Com uma determinação inata, habilidades atléticas e treinamento constante o jovem se desenvolvia e começava chamar à atenção. Foi durante um amistoso das equipes escolares de Northumberlain, aos 15 anos de idade, que Bobby Charlton seria descoberto por um olheiro do Manchester United, o Sr. Joe Armstrong. O garoto seria levado a nova cidade para conhecer Matt Busby em 1953, mas tão logo chegou a capital do algodão, passou a enfrentar o primeiro problema: a adaptação. A cidade de Manchester na época tinha cerca de 3 milhões de habitantes, o menino que vinha do frio de Ashington, junto ao Mar do Norte, se deparou com temperaturas ainda menores, nevoeiros e fumaça de chaminés. Resfriados, dores, falta de ar. Seu sonho, porém, superava tudo isso.
Até que, finalmente, por volta do ano de 1954, Charlton chegava a equipe profissional do Manchester United. Tinha grandes diferenciais técnicos e físicos nos treinos, não havendo ninguém que pudesse superá-lo nos primeiros 10 metros de corrida. Mas enfrentou dificuldades para obter a titularidade, apesar de seu talento e esforço, além de sempre ficar atento aos conselhos do amigo Ducan Edwards.

O SOBREVIVENTE DOS BUSBY BABES NÃO DEIXARIA O LEGADO MORRER

Nos anos futuros, o garoto de Ashington, junto do astro Edwards e outros jovens promissores como Tommy Taylor, Bill Foukes, Dennis Viollet e Johnny Berry, na batuta do enigmático Matt Busby, transformaram o Manchester United em uma das melhores equipes já vistas na Inglaterra: Os Busby Babes. Com um futebol sedutor e ousado, a equipe obteve duas Ligas Ingleses (1955-56 e 1956-57) e passaram a ser a esperança de reconquistar o prestigio da Seleção da Inglaterra, abalada após fiascos nas Copas do Mundo de 1950 e 54.

Foi durante a conquista do segundo título, que Charlton começou a despontar como um jogador talentoso: em 6 de outubro de 1956, no Old Trafford, contra o Charlton Athletic, o jovem marcou dois golos na vitória do United por 4x2. Acabou, porém, se lesionando e perdendo alguns jogos depois. Ao se recuperar ele ajudaria na conquista marcando 10 gols nos 14 jogos restantes da campanha. Na temporada seguinte, Charlton foi ainda mais relevante, principalmente, após um "hat-trick" contra o Bolton Wanderers, fazendo Busby perceber seu merecimento iminente na equipe principal. Em 05 de fevereiro de 1958, Charlton marcou dois gols no empate do United por 3 a 3 contra o Estrela Vermelha, em Belgrado, garantindo o Man United nas semifinais da Copa dos Campeões da Europa. Era um momento de alegria e entusiasmo.

 

No retorno para casa, porém, um desastre atingiria a brilhante história de Charlton e de outros tantos garotos promissores que formavam essa equipe histórica. Já era dia seguinte ao jogo (06 de fevereiro), após reabastecimento na cidade de Munique, o Avião que trazia toda a delegação do Manchester United, jornalistas e fãs do clube, após duas tentativas falhas tentou uma terceira vez a decolagem e só conseguia sair do chão, mas em meio a tempestade de neve e a pouca visibilidade não conseguiu altura adequada e acabou defrontando-se em um impacto terrível no próprio térreo do aeroporto, aproximadamente às 15:04 da tarde. Acabaram morrendo 23 pessoas, oito eram jogadores da equipe, como o genial Ducan Edwards, que perdeu a vida no hospital. Outros nove conseguiram sobreviver, dos quais estava Bobby e o técnico Busby. A tragédia abalou o mundo, deixando danos físicos e psicológicos nos sobreviventes.
 
A SUPERAÇÃO DE CHARLTON PARA A RECONSTRUÇÃO DO TIME
 
 
Apesar da tragédia de danos incalculáveis, aos poucos o Manchester United passou a se restaurar. Naquela temporada ainda sofreria oito derrotas nos 14 jogos finais, vencendo apenas uma vez, e terminando na nona colocação. Mas na época seguinte, com a recuperação psicológica e a perseverança de Matt Busby, contando com a imprescindível coragem de Bobby Charlton como principal agregador da reconstrução no campo, ao lado de outros três companheiros de time (o goleiro Greg, o zagueiro Bill Foukes e o avançado Dennis Viollet), fariam o time se reerguer. Após quase três meses do trauma, Charlton já estava no campo na derrota para o Chelsea (1x2) dia 26 de abril, com o United sendo comandado por Jimmy Murphy. O jovem craque teve ainda sua primeira oportunidade na seleção da Inglaterra e não desperdiçou: marcou um dos gols da vitória da Inglaterra por 4x0 sobre a Escócia. A atuação lhe rendeu uma vaga na reserva da seleção inglesa, que disputou a Copa do Mundo de 1958, na Suécia.

As grandes atuações continuaram, atuando de forma mais avançada Charlton marcou 29 gols (tendo marcado mais de uma vez em um mesmo jogo contra Chelsea, Blackpool, Birmigham, Tottenham e Portsmouth), ficando entre os quatro artilheiros do campeonato, como seu ídolo Nat Lofthouse (marcou 29),  levando assim o United a um vice-campeonato surpreendente em 1958-59. Aquela foi a temporada a qual Charlton mais marcou gols, foram 34 objetivos marcados. No campeonato seguinte, embora nesse inicio sendo mais um atacante e tendo sua maior marca de gols (entre 1959 a 61), ele também se notabilizaria como um magistral passador e criador de jogadas, levando Denis Viollet ao recorde de gols em uma temporada na história do clube e a artilheiro da Liga Inglesa com 32 tentos. A cada temporada Charlton transformava-se em um jogador completo, seu jogo era dotado de assíduo controle de bola, senso rápida para a mudança de direção, força física impressionante, passes coordenados e arrematas devastadores. Seria novamente convocado para uma Copa do Mundo, em 1962 no Chile. O astro marcou seu primeiro gol em mundiais na vitória por 3x1 sobre a Argentina, mas a Inglaterra seria eliminada pelo Brasil do endiabrado Garrincha.
No ano seguinte, já contando com Law na equipe, Bobby passou de vez a ser o cérebro da equipe, juntos os astros conduziram o Manchester United a primeira conquista após o trauma, quando venceram a Copa da Inglaterra.

O CEREBRO DOS RED DEVILLS

 

Nos anos seguintes grandes jogadores foram ganhando destaque no Manchester United (como Stiles e Sadler), além disso aos poucos o elenco foi ganhando grandes reforços. Seria formada a Santíssima Trindade do United, ao lado de Best e Law, Charlton norteou o Manchester United ao título do Campeonato Inglês de 1964-65. A disputa foi equilibradíssima com o United terminando com os mesmos 61 pontos do vice-campeão Leeds United. A campanha mostrou toda a beleza do futebol de Charlton, ele era o epitome da velocidade e da graça, possuindo um assustor tiro a 30 metros do gol, além de uma modéstia nas atitudes que era exemplo, um senso de fair-play e cavalheirismo que faziam dele o herói final, sendo admirado por sua equipe e seus rivais.

Assim, a contribuição de Charlton no sentido de arquitetar a equipe foi imprescindível, embora também tenha marcado dez gols na campanha, incluindo um hat-trick na goleada de 5 a 0 sobre o Blackburn e tentos decisivos frente ao Wolverhampton (2x) e Birmigham. Mas foi com seus passes, aproveitados principalmente por Law (artilheiro do time com 28 gols), que o United conseguiu marcar 89 vezes, que garantiriam a conquista pelo gol average sobre o Leeds, que marcou 83. Sobre Bobby Charlton, seu amigo de longa data, mentor e gerente Matt Busby diria que “nunca houve um jogador de futebol mais popular. Ele estava tão próximo da perfeição quanto homem e jogador quanto possível. "

O AUGE IMORTALIZANDO A LENDA INGLESA
 
 
Para 1966 os ingleses se organizaram para o grande acontecimento futebolístico do ano: a Copa do Mundo.
Três atletas do Manchester United foram selecionados, dentre os quais estava a grande estrela do Dream Team, Bobby Charlton. A Inglaterra passou por uma temível fase de grupos contra Uruguai (0x0), México (2x0, Charlton marcou o primeiro, um petardo sensacional de fora da área) e França (2x0). Superou nas quartas de finais a Argentina (1x0) e nas semifinais Portugal (2x1), na melhor apresentação de Charlton em Copas do Mundo. A partida foi bem disputar na primeira etapa, somente aos 30’, aproveitando um rebote de Hunt com o goleiro José Pereira, a bola sobrou a Charlton, livre na entrada da área sem trabalho de abrir o placar. A segunda parte continuou aberta, mas aos 35’, Hurst recebeu na ponta direita vencendo o marcado e ajeitou para o meio, Bobby Charlton chegou em velocidade e arrematou (a bola ainda teve desvio) fazendo 2x0. O gol do artilheiro Eusébio depois de nada adiantou. Na outra chave a Alemanha eliminava Hungria e URSS garantindo-se na decisão.

Definitivamente Charlton chegava ao auge de suas capacidades. A grande sensatez coletiva, jogando sempre para a equipe melhorava todo jogo coletivo. Sua incrível trajetória iniciada como um direito para dentro, depois foi para a demarcação de esquerda frontal e alcançou seu maior sucesso como um centro atrasado para a frente. A posição da qual ele explorou melhor seu chute poderoso e organização de equipe nesse Mundial.  

 

A final no palco do belíssimo Wembley, dia 30 de julho de 1966, com quase 100 mil pessoas, deu estabilidade emocional aos ingleses. Após empate por 1x1 no tempo normal (gol inglez de Hurst e o tento alemão de Haller), o Dresm Team venceu a Alemanha  na prorrogação por 3x1 com tentos de Peters e Hurst 2x (4x2 no total), em um duelo ao qual Charlton e Beckenbauer, praticamente, se anularam. “Bobby Charlton era conhecido por sua criatividade. Ele estava em movimento por 90 minutos e tinha os pulmões de um cavalo” chegou a afirmar Franz Beckenbauer.
Mas apesar de um jogo mais discreto na final, durante a competição o cavaleiro Bobby Charlton foi a grande estrela do Dream Team, ocupando o centro do meio-campo, um pedido atendido pelo técnico Ramsey, para ele jogar um pouco mais recuado em relação á sua posição habitual. O camisa 9 conduziu a equipe com seu futebol de muita força, habilidade e arremates maravilhosos. Foi um criador ofensivo, comumente pegando a bola desde o meio campo, levando até á entrada da área adversária, buscando espaços para infiltrar, passar ou arrematar. Além da conquista de Copa do Mundo, Bobby Charlton seria eleito o melhor jogador da Europa naquele ano, ganhando a prestigiada Bola de Ouro, da France Football.

 
 
 
Após a Copa do Mundo vencida pelos ingleses, Matt Busby e toda a companhia do Manchester United voltou as atenções para o sonho de voltar a tentar conquistar a Copa dos Campeões da Europa e mostrar que as mortes no desastre em Munique não teriam sido em vão. As apresentações da equipe do Manchester United passariam a levar ainda mais torcedores, imprensa e o mundo ao êxtase pela plasticidade e coordenação. Talvez por isso Charlton tenha apelidada o Old Traford de Teatro dos sonhos, com ele a equipe transformou o jogo em peças de arte e fez os fãs do mundo todo sonharem. Afinal, mesmo com a habilidade inefável de Best e a vocação para gols de Law, o time tinha sua fonte cerebral em Bobby Charlton (credenciado aquela temporada como o segundo melhor jogador da Europa pela France Football). O camisa 9, de careca com tufos de cabelos flutuantes aloirados nas laterais, causado pelo vento provocado com sua velocidade, participou de todos os jogos da campanha, assinalou doze gols (abriu o placar no jogo decisivo vencido contra o West Ham que garantiu a taça), e orientou muitas distribuições aos 84 gols feitos pela equipe, ajudando o Manchester United a classifica-se para a Europa e reconquistar novamente a Inglaterra com 60 pontos, 24 vitórias e 12 empates em 42 jogos.
 
 
Ao recuar ao meio para organizar o jogo, Charlton de forma impressionante encontrava quase sempre as melhores decisões com muita agilidade, quando decidia lançar-se ao ataque era igualmente perigoso, sendo que ainda podia deferir tiros de 30 metros ou mais. Era uma mola propulsora que dava ao Man United grande movimentação e profundidade ofensiva desmantelando os rivais. Foi assim na conquista inglesa e também quando a equipe despachou Hibernians (4x0 e 0x0),  FK Sarajevo (0x0 e 2x1), Górnik Zabrze (2x0 e 0x1), e Real Madrid após vencer por 1x0 em Old Traford e empatar por 3x3 na Espanha, nos compromissos do grande objetivo pela Copa dos Campeões da Europa. Os Red Devils chegavam a finalíssima contra o poderoso Benfica de Eusébio & cia.
Em Wembley, com mais de 92 mil pessoas, o caminho da consagração foi justamente aberto com Bob Charlton antecipando-se dos zagueiros e marcando de cabeça. Mas os portugueses empataram e levaram a decisão para a prorrogação. Após Best (bola de ouro aquele ano) e Kidd assinalarem, foi Bob Charlton (escolhido o segundo melhor jogador da Europa nessa temporada) em chute cruzado pela diagonal quem decretou a façanha: após dez anos do desastre aéreo, o Manchester United conquistou a Liga dos Campeões de 1967-68.

 
“Charlton, como todos sabemos, cobriu todo o campo. Jogado à esquerda, à direita, no meio. Ele nunca parou de correr e teve um chute muito forte e marcou muitos gols. Eu tenho muito mais coisas boas do que memórias ruins da minha carreira, mas algumas das más lembranças vêm de quando eu me cruzei com Bobby Charlton. Foi Bobby Charlton quem estragou o meu dia na semifinal da Copa do Mundo de 1966 e depois na final da Copa Européia de 1968, mas eu o perdoei e ainda somos bons amigos agora. Ele é um verdadeiro cavaleiro inglês”. - Eusébio
Nos anos seguintes, entre 1968 a 70, a Inglaterra de Bobby Charlton acabou perdendo suas duas maiores ambições: o Bicampeonato da Copa do Mundo e a Eurocopa. Mas o craque inglês seguiu fazendo feitos, em 21 de abril de 1970, se tornou um dos poucos jogadores que compareceu em 100 partidas internacionais completas. Na trajetória total de 1957 a 1973, fez um total de 106 aparições para a Inglaterra - um recorde nacional na época (hoje o sétimo jogador que mais vestiu a camisa do Dream Team). O comandante dos cavaleiros do Império Britânico conseguiu 49 gols para a seleção inglesa (recorde só passado por Rooney mais de quatro décadas depois em uma era com bem mais jogos), tornando-se na época o artilheiro da Inglaterra e selando sua majestosa reputação como um pioneiro e fascinante realeza do futebol.

O FIM DE CARREIRA DE UM LORD DO FUTEBOL

 
 
Por mais alguns anos, mesmo mais solitário, o cavaleiro britânico continuava entretendo os torcedores do United com alguns bons desempenhos. Mas a aposentadoria de Busby, a decadência de Best, as saídas de companheiros e a idade avançando, aos poucos começavam a pesar, Charlton acabaria caindo de produção, chegando a se aposentar em 1973. Seu histórico pelo Manchester United foi irretocável com 758 jogos, 249 gols e grandes conquistas, que fizeram dele o maior jogador inglês da história do clube. Até os dias atuais é o segundo que mais jogou e marcou gols no clube. Passaria depois a ser gerente do Preston North End (chegando até a atuar como jogador), renunciaria ao cargo em agosto de 1975. Bobby ainda jogou por pouco tempo em Waterford, na República da Irlanda entre 1975-76, antes de aceitar uma posição na diretoria do Wigan Athletic, onde assumiu o cargo de gerente interino durante a temporada 1982/83.

 
Em junho de 1984, Charlton tornou-se diretor do Manchester United. Dez anos depois, ele foi condecorado como SIR pela Rainha Elizabeth II, tendo anteriormente sido premiado com o OBE e CBE. Ao longo dos anos, ainda desempenhou um papel importante em inúmeros concursos da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos, incluindo a campanha dos Jogos Olímpicos de Londres 2012. Assim, Bobby Charlton é sem duvidas um dos mais respeitados, celebrados e influentes embaixadores da história do futebol e sem dúvida o mais talentoso jogador de futebol inglês de todos os tempos. Um patrimônio do futebol mundial.
FICHA COMPLETA

Nome: Robert Charlton (“Bobby”)

Nascimento: Ashington, Northumberland, Inglaterra, em 11 de outubro de 1937.

Posição: Ponta de lança ou Meia-ofensivo, Ponta-esquerda, Ponta-direita e Atacante.

Clubes: Manchester United-ING (1954-1973),  Preston North End-ING (1973-1974), Waterford United-IRL (1974-75).

Principal Clube: Manchester United-ING (758 partidas e 249 gols).

Seleção: Inglaterra (1959-1975), 106 partidas e 49 gols.

Títulos: Copa do Mundo de 1966; Liga dos Campeões da UEFA de 1967-68; Campeonato Inglês 1956-57, 1964-65 e 1966-67; Copa da Inglaterra 1962-63 e Supercopa Inglesa 1965 e 1967.
Prêmios individuais: Bola de Ouro, da France Football, 1966; Bola de Ouro da Copa do Mundo de 1966; 2º melhor jogador da Europa em 1967 e 1968; Nomeador SIR (pela rainha Elizabeth II);  Equipe Ideal (All-Star Team) da Copa do Mundo de 1966 e 1970; Eleito na Seleção do Século XX da Copa do Mundo (1994); Futebolista do Ano (FWA, 1965-66); Honra ao Mérito da PFA 1974; Comandante da Ordem do Império Britânico 1974; Ordem de Mérito da FIFA 1984; Melhor jogador Inglês de Todos os Tempos FIFA; Nomeado FIFA 100, Melhor jogador Inglês, sétimo da Europa e entre os 10 do Mundo no Século XX pela IFFHS; Hall da Fama do Futebol Inglês em 2002; Entre os 1000 Maiores Esportistas do Século XX (jornal The Sunday Times); Prêmio Laureus (Obra da vida, 2012); Nomeado Presidente Honorário do Manchester United (1984-2007) e Prémio do Presidente da UEFA em 2008, reconhecendo os grandes jogadores que jogaram no continente europeu.