A festa que incendeia o coração dos povos da América do Sul surgiu há mais de um século, em meios as comemorações do Centenário da Independência na Argentina, em 1916. Para festejar a data magma o país convidou os vizinhos para a disputa de um torneio de futebol e teve a resposta positiva de Chile, Uruguai e Brasil. Medindo forças esses países fizeram nascer o primeiro Campeonato Sudamericano de Fútbol, disputado entre 02 a 17 de julho daquele ano, com adoção da Conmebol.

A competição é a mais antiga no mundo em nível de seleções. Possuiu grande protagonismo em diversas etapas, principalmente, quando a Copa do Mundo não existia ou não pôde ser disputada. Somente a partir de 1975, na 30º edição do evento, após um período de dificuldades sem sua ocorrência, que o torneio passou a se chamar Copa América, reassumindo na esfera continental.

 
OS GRANDES CAMPEÕES:
Uruguai - 15 títulos;
Argentina - 14 títulos,
Brasil - 8 títulos;
Paraguai, Chile e Peru - 2 títulos;
Colômbia e Bolívia - 1 título.

Nesses anos todos de Copa América, apesar de algumas paralisações, muitas gerações históricas e craques fantásticos desfilaram grande futebol pelo trono da América do Sul, fazendo dessa competição uma das mais belíssimas e prestigiadas do mundo.

Nessa viagem ao passado, de acordo com a opinião FutClássica, serão apresentadas AS DEZ GERAÇÕES MAIS EMBLEMÁTICAS NA HISTÓRIA  DA COMPETIÇÃO!
 
10º
 
  PERU 1975
 
 


FORMAÇÃO-BASE:
Sartor; Soria, Meléndez, Chumpitaz, Díaz; Quesada, Ojeda, Rojas (Ramírez); Cubillas, Sotil e Oblitas.
Técnico: Marcos Calderón
CONQUISTAS:

Copa América de 1975

A competição Sul-Americana passou mais de uma década desprestigiada, ocorrendo apenas uma vez entre 1964-74, retornava em 1975 sem sede fixa e com o nome atual de Copa América.

Após a conquista da talentosa equipe peruana liderada por Lolo Fernandez no fim dos anos 30, a Albirroja passou longos 36 anos para voltar a brilhar no continente. A geração peruana que já mostrava valor em Copas do Mundo, com Chumpitaz, Sotil, Oblitas, o lendário Cubillas (considerado o melhor jogador dessa edição) & outros, mostrou sua força em esfera continental. Superando sem dificuldades uma fase com Chile e Bolívia, as Semifinais apresentou o duelo com o Brasil, formado principalmente pelos times mineiros. Em pleno Mineirão, o Peru obteve a primeira vitória oficial de sua história sobre a Seleção Brasileira, por 3x1, para se classificar (nem a derrota na volta por 2x0 fez diferença). A Final contra a Colômbia de O. Calero, J.E. Diaz e W. Ortiz só foi decidida em três jogos. Com os triunfos em Lima por 2x0 gol de Oblitas e Ramirez, e em Caracas, Venezuela, por 1x0 gol de Sotil, o Peru finalmente voltou a ser coroado.

 
 CHILE 2015-16
 
 

FORMAÇÃO-BASE:
Bravo; Silva, Medel e Jara; Isla, Aránguiz, Díaz (Valdívia) e Beausejour (Mena); Vidal, Vargas e Sánchez.
Técnico: Jorge Sampaoli.
CONQUISTAS:

Copa América de 2015.2016.

Desde 2002 a Copa América passou a ser disputada a cada 4 anos, com rodizio de sedes entre os países membros. A exceção ocorreu na Copa América do Centenário em 2016, abrigada nos Estados Unidos.

Mesmo já possuindo tradição no futebol, chegando as Semifinais de uma Copa do Mundo quando sediou em 1962, e com boas gerações de craques em diferentes épocas (principalmente nos anos 60 com o Ballet Azul e 90), faltava ao Chile uma tão sonhada taça, que veio em dose dupla com o Bicampeonato da Copa América em 2015-16. Podendo contar com uma safra de grandes jogadores como Bravo, Vargas, Alex Sanches e Vidal, atuando no padrão de jogo feito por um treinador inovador, Jorge Sampaoli, o Chile formou uma equipe ofensiva e que sabia fazer o futebol bem jogado, pegado e ousado. A primeira de suas conquistas foi em casa, quando sediou o torneio em 2015. Sem trabalho para passar pela fase de grupos, obteve vitória suada por 1 a 0 no duelo eliminatório diante do Uruguai de Godin e Cavani. Na final a equipe La Roja não saiu do zero a zero contra os atuais vice-campeões do mundo, a Argentina de Mascherano, Agüero, do genial Messi & cia. Nos pênaltis brilhou a estrela do goleiro Bravo e no chute decisivo de Alexis Sanchez pela primeira vez o país pôde desentalar o grito de campeão! No ano seguinte, a sede foi os EUA e a competição foi histórica por marcar o Centenário do evento. A classificação chilena na primeira fase foi junto com a Argentina. Na fase eliminatória, goleada pra cima do México por 7x0 e vitória convincente sobre a Colômbia por 2x0, e a final mais uma vez seria com a Argentina, que novamente caiu nas penalidades para os chilenos Bicampeões da América!

 
 PARAGUAI 1979
 

FORMAÇÃO-BASE:
Fernández; Espínola, Paredes, Sosa, Torales; Torres (Florentín), Kiese, Romerito; Isasi, M.Morel, E.Morel (Aquino).
Técnico: Ranulfo Miranda.
CONQUISTAS:

Copa América de 1979.

Assim como em 1975, no ano de 1979 a competição foi disputada sem sede fixa.

Na surpreendente conquista de 1953 sob comando de Fleitas Solich, o Paraguai havia se colocado no mapa do futebol, mas se passavam quase três décadas sem o sonho da reconquista. Faltava também um titulo com futebol digamos convincente, já que a talentosa geração dos anos 30 e 40, alcunhados malabaríssimos, não levantou taça. Com o Club Olímpia formando uma grande equipe Campeã no país e no continente veio a base cedida à seleção, bastando mais algumas peças das outras equipes, e a geração de Paredes, Florentin, Talavera, Kiese, Morel (artilheiro do torneio) e Romerito fez história. A Albirroja compenetrou uma equipe que unia talento e valentia treinada por Ranulfo Miranda, tendo de superar o Uruguai e Equador na fase de classificação e nas semifinais duelo duríssimo com o Brasil de Falcão e Sócrates. Com vitória por 2 a 1 em Assunção e empate por 2 a 2 no Maracanã a classificação paraguaia foi heroica à final. A decisão se resolveu em três jogos contra o Chile de Figueroa, Soto e Caszelye, com os paraguaios dando show na primeira partida em casa, no Defensores del Chaco, por 3 a 0 (gol de Romerito 2x e Morel), e bloqueando o adversário nas outras duas (0x1 e 0x0, incluindo prorrogação), sagrando-se campeão pela segunda vez em sua história.
                         URUGUAI 1983                              
                                                                       
 

FORMAÇÃO-BASE:
Rodríguez; Diogo, Gutiérrez, Acevedo, Agresta; González, Barrios, Cabrera; Aguilera, Francéscoli e Acosta.
Técnico: Ómar Borras.

CONQUISTAS:
Copa América de 1983.

Pela terceira vez (como em 1975 e 79), em 1983 a competição foi disputada sem sede fixa.

Inexplicavelmente a talentosa geração uruguaia nos anos 1980, aproveitando sobretudo os craques dos copeiros Peñarol e Nacional, não conseguiria fazer grandes campanhas em Copas do Mundo. Encontrou, porém, de forma excepcional na Copa América a competição para se eternizar: foram conquistadas duas Taças. Na primeira em 1983 a geração foi a mais fantástica com Rodolfo Rodriguez, W. González, Cabrera, Aguilera, o astro Francescoli & cia. Após despachar Chile na fase inicial e Peru (2x1) na primeira rodada eliminatória, os Uruguaios superaram o Brasil de Júnior, Sócrates, Roberto Dinamite e Renato Gaúcho na decisão. No Centenário de Montevidéu, com gols de Francescoli (considerado o melhor jogador do torneio) e Diogo, a Celeste venceu por 2x0 e depois segurou o empate em 1x1 para sagrar-se campeão – mais uma vez – dentro do Brasil.

 ARGENTINA 1991-93
 
 
FORMAÇÃO-BASE:
Goycochea; F.Basualdo, S.Vázquez, Ruggeri, Altamirano; Simeone, Franco (Redondo), Astrada (Nestor Gorosito), L.Rodríguez; Caniggia e Batistuta.
Técnico: Alfo Basile.

CONQUISTAS:
Copa América de 1991.1993.

Entre 1987 a 2001, a Copa América foi disputada a cada 2 anos, tendo um rodízio de sedes nos países membros da Conmebol.

Com uma leve reformulação da equipe vice-campeã do Mundo em 1990, a Argentina conseguiu estruturar uma nova formação forte e caracterizada por aliar muito de sua essência, com qualidade e força, conquistando as Copas América de 1991 e 93, ambas de forma invicta sob comando de Alfo Basile. No gol brilhava a estrela de Goycochea, grande pegador de pênaltis; no meio brotava o valente e de boa qualidade Simeone, e na segunda conquista o excepcional Redondo, um meia elegante e de muita classe; na frente o espetacular artilheiro Batistuta, o Batigol. Na primeira conquista, os argentinos passaram por uma temível fase classificaria que tinha Chile, Paraguai, Peru e Venezuela, se classificando com autoridade à fase final. Aplicando 3x2 no Brasil, empatando com o Chile e vencendo na ultima rodada a Colômbia por 2 a 1 (gols de Simeone e Batigol) veio a primeira Taça sob destacada atuações de  Leonardo Rodríguez e a artilharia de Batistuta (10 gols na competição). Dois anos depois, agora orquestrada por Redondo, após passar pela fase classificatória (Colômbia, México e Bolívia), os argentinos tiveram Goycochea  inspirado para derrubar Brasil e a Colômbia nos pênaltis antes de chegar à final. A decisão contra México foi bem disputada, a Argentina contou com o matador Batistuta para marcar os gols no triunfo por 2x1, assegurando um Bicampeonato de méritos. Aquela brilhante geração ainda ficaria mais de 30 jogos invictos.

 BRASIL 1919
 
 
FORMAÇÃO-BASE:
Marcos; Píndaro, Bianco; Sergio I, Amílcar, Fortes; Millon, Neco, Friedenreich, Héitor Domingues e Arnaldo.
CONQUISTAS:
Copa América de 1919.

Ao longo de seus 12 primeiros anos de história, a Copa América ocorreu anualmente. Com o advento da gripe espanhola em 1918, a competição acabou tendo sua primeira paralisação. Em seu retorno um país apresentou ao mundo sua força e passou a ter o futebol como essência histórica.

O futebol não era o principal esporte do Brasil. Não até o país sediar e conquistar pela primeira vez a Copa América, em 1919. A competição é uma das mais importantes da história do Brasil, impulsionou a paixão do povo brasileiro pelo esporte e eternizando uma das mais belas & fortes gerações do país, com Marcos Carneiro de Mendonça, Bianco, Fortes, Amílcar, Arnaldo Silveira, Heitor, Neco, a lenda Friedenreich & cia. Mais uma vez com quatro participantes, a competição acabou sendo emocionante. O Brasil deu espetáculo contra o Chile por 6 a 0 e venceu com muita superioridade os argentinos por 3 a 1. Enquanto os uruguaios, atuais Bicampeões, de campanha semelhante naquela edição alcançaram os mesmos pontos do Brasil, quando ambos empataram na ultima rodada por 2x2. Foi necessário uma partida desempate, no recém construído estádio das Laranjeiras, tendo nova igualdade no tempo regulamentar, as equipes ficaram esgotadas ao disputar outras duas prorrogações, cabendo a lenda Friedenreich assinalar o triunfo da gênese do futebol brasileiro.

 
 ARGENTINA 1955-59
 

 
FORMAÇÃO-BASE:
Dominguez (Musimessi); Dellacha, Vairo; Lombardo, Nestor Rossi (Balay), Griffa (Gutiérrez); Corbatta (Micheli), Sívori (Cecconatto), Maschio (Borello), Labruna e Cucchiaroni (Cruz).
Técnico: Guilhermo Stábile 1955-57 e Victorio Spinetto 59.
CONQUISTAS:
Copa América de 1955.1957.1959.

Depois de 1935, o torneio Sul-Americano variou ao longo das décadas de 1940, 50 e 60.

Nos anos 50, apesar de ficar marcada por não conseguir destaque nos Mundiais, possuindo grandes jogadores, a Argentina formou uma geração que impediu até o Rei do futebol de ser campeão da Copa América, fazendo uma belíssima hegemonia ao vencer três de quatro edições do torneio, tendo nomes como Vairo, Néstor Rossi, Corbatta, Sívori e o veterano Labruna. A conquista de 1955 foi invicta, com direito a goleadas sobre Paraguai (5x3), Equador (4x0) e Uruguai por 6 a 1. Já o time de 1957 apesar de sofrer um revés já como campeão, foi o mais avassalador da era hegemonica, com massacres sobre Colômbia (8x2), Uruguai (4x0), Chile (6x2) e triunfo por 3x0 em cima do Brasil de Zizinho, Didi e Evaristo. A equipe Albiceleste de 1959 marcou o feito de impedir o Brasil Campeão do Mundo com Pelé, Garrincha & cia, de obter o título Sul-Americano, conseguindo vitórias sobre Chile, Bolívia, Peru, Paraguai, Uruguai e um empate em 1x1 quando bloqueou aquele estupendo selecionado brasileiro. A façanha é bastante comemorada no país.

 
 BRASIL 1949
 
 
FORMAÇÃO-BASE:
Barbosa; Augusto e Mauro; Bauer (Ely), Danilo (Ruy) e Noronha (Bigode); Tesourinha (Cláudio), Zizinho, Ademir de Menezes (Octavio), Jair e Simão.
Técnico: Flávio Costa.

CONQUISTAS:
Copa América de 1949.

Já se passavam quase 30 anos desde a ultima conquista importante e oficial do Brasil (o Sul-Americano de 1922), quando finalmente o país sediou novamente o torneio e a geração estrelada por Barbosa, Mauro, Bauer, Danilo, Tesourinha, Zizinho, Jair, Ademir de Menezes & cia, pôs fim a espera com a conquista da Copa América de 1949. Aquela geração teve como base o Expresso da Vitória do Vasco e o Rolo Compressor do São Paulo, além de pincelar os melhores jogadores dos outros clubes brasileiros. O técnico Flávio Costa ainda se deu ao luxo de não contar com Leônidas, por desavenças com o jogador. A supremacia brasileira foi enorme, mesmo com Uruguai e Argentina sem força máxima, não restou duvidas do brilhantismo da equipe ainda com camisas brancas, que venceu Equador por 9x1, Bolívia por 10x1, Chile por 2x1, Colômbia por 5x0, Peru por 7x1, Uruguai por 5x1 e o Paraguai no jogo desempate por 7x1. Foram 46 gols em 8 jogos, média de 5,75 por jogo, com Jair Rosa Pinto sendo o artilheiro (9 gols). Era apenas o terceiro título do Brasil, aquela taça além de preparação aumentou as expectativas para a Copa do Mundo de 1950, disputada em terras tupiniquim, mas essa é outra história.

 
 URUGUAI 1923-25
 
 
FORMAÇÃO-BASE:
Mazali (Casella); Nasazzi, Uriarte (Arispe); Andrade, Vidal, Ghierra (Vanzzino); Pérez, Scarone, Cea, Petrone (Castro), Somma (Romano).
CONQUISTAS:
Copa América de 1923.1924.1926.

Após 1918, a competição Sul-Americana voltou a ocorrer anualmente, com títulos do Brasil (2), Argentina e Uruguai. Pelos anos 20 surge uma geração maravilhosa do Uruguai, que praticamente domina a competição até ela ser paralisada em 1928, quando ocorreram os Jogos Olímpicos de Amsterdã. O Campeão Olímpico seguiu conquistando, obtendo a primeira Copa do Mundo de 1930. Mas foi uma etapa de conflitos e inimizade entre Argentina e Uruguai, que faria a Copa América passar 4 anos sem realização.

Seria o prenuncio da grande era da Celeste Olímpica. A geração que conquistaria tudo (Olímpiadas de 1924-28 e a primeira Copa do Mundo em 1930), também mostrou sua força na Copa América com o Bicampeonato nas edições de 1923-24, e o título de 1926. Além da experiência de Scarone e Ángel Romano, o time reuniu a força da geração que surgia com Mazali, Nasazzi, José Leandro Andrade, Pedro Cea, Manco Castro e Pedro Petrone. As duas primeiras conquistas foram em casa, não diferente de 26 ambas foram invictas. Em 23 o Uruguai venceu todos os jogos (2x0 Paraguai, 2x1 no Brasil e 2x0 na Argentina, gols de Petrone e Somma), o defensor Nasazzi foi o maior destaque do torneio. Já em 24, depois de golear o Chile (5x1) e o Paraguai (3x1), a conquista se concebeu após empate com a Argentina por 0x0, tendo Petrone como figura maior e artilheiro (4 gols). A trajetória em 26 foi mais longa e as grandes apresentações continuaram com goleadas (exemplo dos 6x1 pra cima do Paraguai) e vitorias nos duelos decisivos, como os 2x0 na Argentina, com José Leandro Andrade fazendo grandes partidas.

 
A MAIS ESPETACULAR GERAÇÃO
 
 
Os conflitos mundiais impactaram drasticamente o mundo durante a década de 1940. O futebol também foi atingido em cheio pelos traumas, ocorrendo a paralisação das Copas do Mundo em 1942 e 46, dentre outros abalos. Algumas gerações de craques magníficos acabaram ceifadas de mostrar sua força. Ofuscamento que, por vezes, é levado ao limbo do esquecimento, não fosse no caso Sul-Americano pelas Copas América. Nessa etapa difícil a competição acabou sendo fundamental para que o brilho de algumas gerações magnificas não se apagassem por completo, como foi o caso da Argentina, que formou com base de La Máquina do River Plate e craques pontuais de outros clubes, equipes maravilhosas
 
 ARGENTINA 1941

FORMAÇÃO-BASE:
Estrada; Salomón e Alberti; Videla, Batagliero e Sbarra; Pedernera, Moreno, Arrieta, Sastre e García.
Técnico: Guilhermo Stabile.
CONQUISTAS:
Copa América de 1941.

A força dessa geração inicia na conquista de 1941, no Chile. Os Argentinos contavam com a segurança de Salomón e Sabarra, a genialidade de Pedernera, Antonio Sastre e Moreno, além dos gols de Marvezzi (artilheiro do torneio com 5 gols). Com vitórias em todos os jogos (com goleada de 6x1 pra cima do Equador), a partida mais importante foi diante do Uruguai vencida por 1x0 com gol de Sastre, praticamente a decisão, fazendo toda a diferença na ultima rodada do torneio. Com a vitória por 1x0 sobre o Chile no tento de Gárcia, a Argentina se consagrou campeã sobrepondo os uruguaios e aferventando a rivalidade.
 
1º  
 ARGENTINA 1945-47

FORMAÇÃO-BASE:
Vacca (Cozzi); Salomón (Colman) e Palma; Yácono, Perucca e Pescia; De La Mata (Boyé), Pedernera, Méndez (Di Stefáno), Moreno e Loustau.
Técnico: Guilhermo Stabile.

CONQUISTAS:
Copa América 1945.1946.1947.

Foram três Conquistas de Copa América consecutivas e invictas entre 1945-46-47. A Seleção Albiceleste dos geniais Pedernera, Moreno, a revelação Di Stefano, Boyé, Loustau, Noberto Méndes, Pescia & cia foi uma máquina imbatível e dominou o futebol sul-americano com um futebol arrasador e de muitos gols (média de 3,72 por jogo). Difícil era ocorrer alguma partida que não fosse vitória portenha, somente o Chile do goleiro Livingstone conseguia a proeza de para-los, empatando  na edição de 45 disputada em solo chileno e em 47.  Na primeira conquista a equipe passou por cima da Bolívia (4x0), Equador (4x2), Colômbia (9x1), Brasil (3x1), concretizando a proeza diante do Uruguai por 1 a 0, deixando o Brasil de Domingos, Zizinho & cia, com o vice, e tendo ainda Noberto Méndes artilheiro com 6 gols (empatado com Heleno de Freitas). É provável que os números não expressem a categoria dessa geração Tricampeã da América. Representando o genuíno futebol argentino, apresentavam um jogo sedutor, envolvente e dominante com a bola nos pés. O Bicampeonato foi obtido em casa, após vitorias sobre Paraguai (2x0), Bolívia (7x1), Chile (3x1), Uruguai (3x1) e diante Brasil por 2 a 0, com gols de Tucho Méndez , deixando os rivais mais uma vez na espera. Para a imprensa da época Pedernera foi o melhor jogador da edição. De forma mais arrasadora foi o Tricampeonato, no Equador, com média de 4 gols por jogo, e José Moreno sendo eleito pela imprensa o melhor jogador do torneio, tendo ainda o desabrochar de Di Stefano com 6 gols. Novamente o Chile conseguiu segurar um empate, já os outros adversários sofreram com goleadas: 6 a 0 no Paraguai, 7 a 0 na Bolívia, 3x2 no Peru, 6x1 e 2x0 no Equador, 6x0 na Colômbia e no Uruguai por 3x1 com gols de Méndez e Loustau. Pesa para essa geração um reconhecimento maior, pois talvez no mundo só os Italianos fossem capazes de ameaçar um reinado mundial.

MENÇÕES HONROSAS:
Uruguai 1916-17
Com I. Gradín,  Piendibene, Foglino, Scarone, Ángel Romano & cia.
Brasil 1922
Com Kuntz, Barthô, Fortes, Amílcar, Formiga, Neco, Héitor & cia.

Argentina 1927-29
Com Seoane, M. Ferreira, Luis Monti, Orsi, Paternoster, Peucelle, Bossio, Cherro & cia...
Uruguai 1935
Com Manco Castro, Ciocca, Nasazzi, Ballesteros, Zunino & cia...
Argentina 1937
Com Guaita, Minella, Sastre, Varallo, Scopelli, Gárcia & cia.

Peru 1939
Com Lolo Fernández, Jorge Alcalde, Alcade II, Arturo Paredes, Carlos Tovar, Pasache, Chappell & cia...
Uruguai 1942
Com Severino Varela, Ciocca, S. Gambetta, Obdulio Varela, Paz & cia.
Brasil 1959
Com Pelé, Garrincha, Didi, Djalma Santos, Nilton Santos, Zito, Orlando, Gilmar & cia.
Colômbia 1987
Com Higuita, Luís Herrera, Álvarez, Anthony de Ávila, Iguarán, Valderrama & cia.

Uruguai 1987
Com Francescoli, Bengoechea, Rubén Sosa, Alzamendi, Nélson Gutiérrez
Brasil 1997
Com Ronaldo, Romário, Leonardo, Taffarel, Cafú, Aldair, R Carlos, Dunga, Denílson, F. Conceição & cia...